QUILOMBLACK é núcleo de criação do PRCJ

Mais uma conquista do grupo é integrar o Núcleo de Criação do Projeto Rede Cultura Jovem.
O grupo foi comtemplado pelo edital com o Projeto de um mini-espetáculo teatral com artes integradas, remontando a história da comunidade de Retiro, dentro de um contexto histórico cultural afro-basileiro. O nome é “SOMOS TODOS BENVINDOS”, fazendo um trocadilho com o nome do patriarca da comunidade “Benvindo Pereira dos Anjos, do qual a comunidade é herdeira.
Primeira oficina do Projeto “Somos todos Benvindos”
Este projeto é de extrema importancia para o núcleo de criação – Quilomblack, e para a comunidade, já que proporciona um espaço de aprendizagem de história africana e da história da comunidade de Retiro.
O Dr. Osvaldo (antropologo e estudioso da comunidade de Retiro) é o responsável pelas oficinas de resgate histórico, “bem vindos ás nossas raízes”.
Dr. Osvaldo
Este projeto acima de tudo promove a troca de experiências e repasse dos conhecimento tradicionais da comunidade aos mais novos. Sem contar com a oportunidade de aprender sobre teatro e encenar sob a direção da teatróloga e historiadora Suely Bispo.

Daniela

Vivências na mata de Retiro- Marcação das árvores para futura construção da casa de estuque que será o Museu Quilombola


Dia de sol, fresco, perfeito para uma excursão na mata de Retiro!

A turma animada de 20 pessoas soube aproveitar bem a oportunidade para aprender com os guardiões do conhecimento: o Sr. Mário com a ajuda da Tia Filinha (anciãos de Retiro), os primeiros passos para fazer uma casa de estuque: a escolha das árvoresna mata!

Quem ouviu suas explicações entendeu o porquê do camará-uçu (ou camaruçu) poder ser usado para fazer acumeeira da casa, mas não pode ser usada para fazer os esteios, ao invés de outra espécie aparentemente igual, mas que não faria a casa tão resistente. A parte que todo mundo pôde aprender na prática foi na hora da demonstração da abertura da palha para fazer um telhado. Os adultos, como Marina e Erivelton também ajudaram a mostrar para a criançada como é interessante aprender o saber tradicional. Que em outros tempos se faziam mutirões com homens e mulheres para ver quem abria mais palha quando na construção de uma casa.
Ao final de duas horas e meia de caminhada, que a Tia Filinha com seus 82 anos deixou os mais novos de boca aberta pela sua resistência, chegamos à cachoeira nos limites da comunidade, que atravessamos de mãos dadas mostrando que a união faz a força. Aguardem próximos capítulos dessa missão de fazermos uma casa de estuque para tornar-se futuro museu quilombola de Retiro!!! Por Ananda B. Coutinho – Coordenadora Pedagógica